domingo, 9 de abril de 2017

Sopa asiática (lamen)

Fui tomar sopa asiática achando que não seria lá grandes coisas. Foi numa casa de lamen em São Paulo, a Momo, que fica no bairro da Liberdade. Quem puder ir, super recomendo! Quem não pode ir, fica com essa versão simplificada e muito deliciosa de uma sopa asiática que lembra bastante o sabor da original. A melhor parte: feita com ingredientes que podemos encontrar no supermercado :)







































INGREDIENTES:

* 1 pacote de macarrão para yakisoba (nissin não, é um macarrão de verdade haha)
* 1 pimentão amarelo
* 1 pimentão vermelho
* 2 cm de gengibre
* 3 pimentas vermelhas
* Cebola
* 1 cubo de caldo de galinha
* Filé de porco
* Shoyu
* Óleo
* Sal


PREPARO:

Limpar a carne de porco. Cortar em fatias finas. Cortar a cebola em meia-lua. Cortar a pimenta, retirar as sementes e picar bem pequeno. Cortar os pimentões em tiras (tipo julienne). Picar o gengibre ou ralar.
Usando 1 colher de sopa de óleo, fritar a carne de porco, a cebola e o pimentão e temperar com shoyu e um pouco de sal. Reservar. Após, ferver 500 ml de água, juntamente com o caldo de galinha, a pimenta e o gengibre. Quanto mais ferver, mais gosto de tempero vai ter. Quando a água estiver apimentada (eu fervi de 5-7 minutos), acrescentar a massa. Deixar cozinhar até ficar al dente. Juntar os ingredientes reservados e ferver por mais um minuto. Servir em seguida.




domingo, 18 de outubro de 2015

Petit Gateau: um desabafo

Olha pessoal, eu vou dizer uma coisa bem séria pra vocês. Não foi uma nem duas vezes que já me aconteceu de eu ir bem feliz em um lugar pensando "é hoje que eu vou me acabar e engordar 2kg num dia só" e desperdiçar toda essa determinação e coragem por nada. Sim, porque tem gente que anda requentando petit gateau no micro-ondas. Eu vi mais bizarrices ainda, como colocarem chocolate em cima do sorvete e ficar um troço duro todo nada a ver e também fazerem uma calda de creme de leite e nescau, ou seja doce+doce+doce que eu cheguei a ficar até triste. E olha que pra eu ficar triste de doce eu devo até ter tido um diabetes momentâneo (espero que tenha passado).
Eu fiz esse post basicamente como um informativo pra que isso não aconteça mais com ninguém o que aconteceu comigo.
Diga assim quando fizer o pedido:

"Olha só moço ou moça, eu não me importo de esperar sete míseros minutos pelo meu petit gateau desde que ele não venha com a textura do Bob Esponja Calça Quadrada pra mesa. Muito Obrigada."

Sim, sete minutos no forno e os caras me botam o petit gateau no micro-ondas sério aff.


Aliás incentivo que peçam outra sobremesa porque petit gateau é fresco demais.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

O dia em que eu fiz geleia de gengibre

O Lucas me deu dois livros de receita: um com receitas de chocolate e outro com receitas de compotas. O livro de receitas de chocolate foi bastante usado, mas eu ainda não tinha feito nada do livro de compotas. Não foi fácil achar uma receita que eu me sentisse segura pra fazer e que também pudesse encontrar os ingredientes. Foi então que eu escolhi uma geleia de gengibre, que ia também laranja e limão siciliano. O objetivo hoje não é dar dicas de como fazer geleia e nem passar receita de nada. É só pra contar a odisseia que foi passar quatro horas na cozinha sem fazer ideia se ia valer a pena. Começando às 23hr (kkkk) e terminando 2 da manhã.

Ingredientes simples: gengibre, limão siciliano, laranja, açúcar e água. Primeira instrução: descascar os limões e as laranjas. Barbada né? Não. As cascas eram duras demais e detonei minha mão fazendo isso. Demorou muito. Foi tão ruim que eu nem achei chato mexer no gengibre depois, sendo que é um saco descascar e picar. Cortei as cascas das laranjas e dos limões em tiras (parte branca pra cima facilita as coisas, descobri isso tarde demais infelizmente). Depois espremi as laranjas e os limões pra pegar o suco e coloquei os bagaços dentro de um pano que deveria ficar fervendo junto com as cascas, gengibre e água por... DUAS HORAS! Isso mesmo, duas horas. Enquanto fervia eu jantei e vi uns 200 episódios de South Park. Uma coisa que não falam no livro é que a quantidade de água que manda colocar evapora demais e tem que ficar colocando mais no meio do processo. Ou seja, é bom ficar de olho.
Quando ferve o suficiente, tem ainda que esfriar. A sorte é que estava muito frio na rua e deu pra colocar a geleia na janela. Depois que esfriou, hora de colocar o açúcar.  Esse foi o momento mais difícil porque é a hora que eu não podia colocar açúcar demais e nem cozinhar muito ou pouco tempo. Ainda por cima eu estava com uma quantidade de água diferente da que era pra ser. Eu não fazia (e ainda não faço muita) ideia de como é o ponto da geleia, mas no livro dizia que tinha que pegar um pouco na colher, dar uma esfriada e ver se ela descia em partes grandes, tipo blocos. Parece não fazer muito sentido, mas faz hehe. É bom não ficar mexendo a panela nessa hora. Ah, e precisa tirar a espuma que fica por cima também.

Visto o ponto da geleia, coloquei nos vidrinhos e fechei. Vidros com rosca são os melhores. Se guarda a geleia quente e o calor faz criar o vácuo. Quando eu coloquei no vidro eu me emocionei muito porque tinha ficado lindo. O gosto é muito interessante. Primeiro se sente a laranja, depois o limão e o gengibre fica no fundo. Adorei o resultado <3


Aqui vai a foto da minha geleia (deu 2 potes, outro maior do que esse). E pessoalmente ela é ainda mais bonita!








 
Dificuldade da receita: Tudo
Delícia: Muito interessante.
Faria de novo? De outro sabor, quero explorar o ramo das geleias se pá.
Custo-benefício: Isso é algo pra se tirar uma tarde com o amor da sua vida e ficar um bom tempo na cozinha. O perfume que fica em casa é INCRÍVEL.


A receita da geleia é essa aqui. Eu fiz metade. Boa sorte se alguém for tentar.



terça-feira, 8 de setembro de 2015

(não existe) Receita de bolo de cenoura

Uma das coisas mais misteriosas pra mim em termos de cozinha sempre foi achar uma receita de bolo de cenoura que funcionasse. Isso começou com a primeira vez em que eu resolvi fazer bolo na minha vida, e fui escolher logo esse, que é um dos maiores desafios em termos de bolo na minha opinião. A tal receita pedia cenouras cozidas e mandava colocar leite, ou seja, a fórmula do desastre. Eu tinha uns 10 anos mais ou menos nessa época. A minha avó, pra tentar me animar, comeu o bolo e disse que ele estava parecendo uma polenta. Eu fiquei muito triste nesse dia, chorei muito porque achei que esse era o atestado de que eu não tinha futuro na cozinha.
O tempo passou e eu esqueci essa mágoa, mas nunca desisti de fazer um bolo de cenoura perfeito. Anos e anos de bolos dando errado, foi um dia de acaso que fez com que eu descobrisse que não existe receita de bolo de cenoura.

Motivo:
Cenouras variam de tamanho e eu acredito que variem até em quantidade de água. Não tenho como afirmar isso com certeza, mas essas danadas são sabotadoras de receitas de sucesso.

Um dia fui pro estágio e uma colega trouxe um bolo de cenoura feito pela mãe dela. Era um bolo dos meus sonhos, bem como eu queria. Perguntei então pra minha colega: qual é a receita? A resposta: minha mãe faz de olho. Ou seja: a receita pro bolo de cenoura dar certo é conhecer o ponto da massa. Perguntei quantas cenouras e quantos ovos iam: 3 e 5 respectivamente. Achei então que esse era um bom ponto de partida.

A não-receita de bolo de cenoura vai abaixo:

Ingredientes:
3 cenouras
5 ovos
Óleo (infelizmente não dá pra ser com manteiga)
Açúcar
Farinha
Sal
Fermento

Preparo:
Ligar o forno a 180 graus.

Untar a forma com óleo e farinha - isso serve não apenas pro bolo não grudar, mas também pra não queimar a bunda (do bolo). 

Descascar as cenouras e processar no liquidificador junto com os ovos e o óleo. Eu gosto de colocar o açúcar junto nessa fase e bater também. Vão aproximadamente duas xícaras. A hora certa de testar a quantidade de doce na massa é depois que se coloca a farinha, então por enquanto ficamos nas duas xícaras mesmo. Quanto ao óleo, eu coloco meia xícara, embora sempre digam pra colocar uma cheia. Eu odeio bolo oleoso, fica pesado e com gosto de gordura. Depois, transferir a mistura pra uma tigela (que caiba uns 4 ou 5 litros com o objetivo de evitar melecas maiores). Colocar a farinha (aproximadamente 2 xícaras) e o sal (uma pitada, ou seja, pegue o sal do saleiro com a ponta dos dedos). Agora é a hora de provar a massa pra ver se está bom de açúcar. Se estiver, beleza. Se não, pode ir colocando mais até acertar a quantidade de doce desejada. O ponto da massa é mais duro do que um bolo de chocolate costuma ser. Se estiver líquido, colocar mais farinha até ficar firme, digamos que parecendo um mousse quando está gelado. Acrescentar o fermento e colocar o bolo pra assar.

De brinde, a minha colega ensinou uma cobertura super simples e deliciosa. Não é ganache, é mais cremoso e não tem o gosto tão forte.

Cobertura:
1 caixa de creme de leite (tem que ser o de caixa porque tem menos gordura)
Aproximadamente 4 colheres de chocolate em pó (dá pra usar Nescau, mas gente vamos nos valorizar)

Colocar a mistura no fogo até engrossar. Ta pronto. Espere o bolo ficar no mínimo morno antes de colocar a cobertura pra não sair espalhando tudo e fazer aquela meleca que faz a gente se arrepender de ter feito comida.

Caso não dê certo, tente de novo. Coloque mais farinha, menos farinha, mais açúcar ou menos açúcar. O caminho que me fez acertar foi esse, errando. Pode ser que exista uma receita de bolo de cenoura, mas eu nunca encontrei uma que funcionasse sempre. As cenouras são diferentes umas das outras. Do bolo de polenta até esse da foto foram 13 anos de aperfeiçoamento. Espero ter ajudado.


Dificuldade da receita: Tolerar a frustração
Delícia: Muito bom mesmo.
Faria de novo? Agora que consegui dominar a receita e não chorar com o resultado, sim.
Custo-benefício: É um bolo barato e delicioso. É bom pra dividir com os amigos. Aliás, pra ter boas relações na vida, levar bolo sempre ajuda.


terça-feira, 9 de junho de 2015

Feijão

Ontem foi dia de fazer uma das coisas que eu mais gosto de comer na vida: feijão. A maioria das pessoas costuma me dizer que feijão é aquela comida que a gente só consegue fazer quando atingiu o "nível mãe" na gastronomia. Na verdade dá pra fazer um feijão maravilhoso mesmo se a gente não sabe nem fazer miojo. Feijão é, em essência, justamente o que ele parece: um monte de coisa boa junta na mesma panela. Eu estive recentemente fazendo algumas adaptações no meu feijão que ajudaram a ele ficar com mais gosto de feijão de mãe, vou falar sobre elas hoje.

Receita de feijão
É meio difícil falar em "receita de feijão" porque é uma das coisas mais básicas e variáveis da cozinha. O mais importante é falar sobre alguns detalhes que podem fazer o preparo ser mais rápido e o resultado ser mais satisfatório. O que eu usei:

- 500 gr de feijão preto (pode ser carioca ou vermelho também)
- 200 gr de bacon
- 300 gr de linguicinha defumada
- meia cebola
- 2 dentes de alho
- 2 folhas de louro
- sal
- água

Ao invés de deixar o feijão de molho de um dia pro outro, como já vi muita gente fazer, deixe o feijão de molho por 1 hora na água bem quente. Depois dessa 1 hora, o feijão vai deixar um caldo escuro na água. Esse caldo deixa o feijão com um gosto forte e meio amargo, então é bom trocar essa água duas vezes (depois que passar essa 1 hora já pode usar água fria). Feito isso, frite o bacon (e escorra a gordura depois!!!). Já na panela de pressão, coloque o bacon, a linguicinha, a cebola e o alho para fritar. Quando estiver pronto, já dá pra colocar o feijão, a água (até passar uns 4 dedos do feijão pelo menos) e o louro e tapar a panela. O tempo de cozimento do feijão na pressão pra mim é mais ou menos 30 ou 40 minutos. É bom lá pelos 30 minutos abrir a panela pra ver em que ponto está. Agora é o momento de salgar o feijão. Prove antes salgar pra ver o quanto realmente precisa, pois o bacon e a linguiça já soltam bastante sal na comida. Deixe fervendo um pouco pra engrossar o caldo.

BÔNUS: receita de arroz
A história 2 xícaras de água pra 1 de arroz é mentira, já começo por aí. É sempre um pouco mais do que 2 xícaras de água. O que eu aconselho: colocar essa quantidade inicial de água e, quando o arroz estiver secando, provar alguns grãos pra ver se precisa de mais água. Se precisar, coloque um pouco mais de água (uns 50 ml) até que cozinhe. Depois que estiver pronto, tampe a panela e deixe descansando por 10 minutos, daí o arroz fica soltinho.

RESULTADO!


Dificuldade da receita: manusear a panela de pressão sem que ela exploda
Delícia: é feijão!!!!
Faria de novo? Faço sempre
Custo-benefício: Quando a gente diz que faz feijão as pessoas costumam achar que a gente é um adulto responsável, vale a pena haha.